domingo, 22 de março de 2009
Passou...
Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás-de encontrar.´
Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfilando ...
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando ...
Mesmo a um velho eu perguntei:
“Velhinho,Viste o Amor acaso em teu caminho?”
E o velho estremeceu ... olhou ... e riu ...
Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados ...
E eu paro a murmurar:
“Ninguém o viu! ...”
Florbela Espanca
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Depois de Tudo
" Mas tudo passou tão depressa.
Não consigo dormir agora.
Nunca o silêncio gritou tanto
nas ruas de minha memória.
Como agarrar líquido o tempo
que pelos vãos dedos flui?
Meu coração é hoje um pássaro
pousado na árvore que eu fui."
Mario Quintana
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"Chuva ... tenho tristeza! Mas porquê?!
Vento ... tenho saudades! Mas de quê?!
Ó neve que destino triste o nosso!
Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!
Gritem ao mundo inteiro esta amargura,
Digam isto que sinto que eu não posso!! ..."
Florbela ao quadrado
domingo, 8 de março de 2009
Quando o pouco é muito.
E o que seria pouco?
Minha vida, meus momentos,
os segundos que passam rapido,
sim, eles são poucos
mas essenciais
fazem de cada respiração única
Cada compartilhar
palavras, lembranças, sonhos
prazer
Cada olhar
o sorriso de viver
Tudo é tao especial
mas nem todos veem.
Nada é ´só isso´
A vida nunca é pouco.
Pra mim, tudo é sempre muito.
e ao mesmo tempo tudo
nunca é suficiente
Tenho fome, tenho sede por momentos
grandes ou pequenos
quero saborea-los,
degusta-los
quero comer a vida
quero gozar a vida
Nao
Nao
Nao
nao irei concordar com hipocritas
ainda que seja um deles
nao concordarei comigo mesmo entao.
O que seria pouco?
O que seria louco?
O que seria certo?
Só sei que pra mim
Nada é pouco!
E nao quero ser chamada de louca,
pelo que julgam ser certo.
´E da luta nao me retiro!
E me atiro no alto
E que me atirem no peito!
Mas da luta, nao me retiro´
Pena que nem todos pensam assim.
Desperdicio?
ou juizo?
vai saber...
Só sei que não quero que a vida pergunte isso de mim de novo.
Ninguem merece ser tão único
e se sentir
tão
pouco.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
´Vida, louca vida´
[ e viva Cazuza]
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Esses dias atrás, eu olhei um quebra-cabeça na loja. E recordei como é trabalhoso montar, exije dedicação, montá-lo por partes, com paciencia, pra depois juntar tudo ver o resultado. E comemorar.
Era um quebra-cabeça do Japão. E representava tambem, ao menos pra mim, como o Japao é um quebra-cabeça. Não entendo agora tudo o que esta acontecendo aqui, os por quês de tantas coisas. Penso que este é aquele momento do meio do quebra-cabeça, onde tudo é tao cansativo, as cores sao tão iguais e irritantes. Mas logo passa. E o que é necessario é a perseverança.Espero que apesar de todas as dificuldades, as coisas possam ir se esclarecendo, se explicando. E que no final possamos contemplar uma pintura bela. Comprei um. Irei começar a partir de 2009, sem prazo pra terminar, alias nao tenho mt tempo pra faze-lo, mas vamos ver no que da.
domingo, 28 de dezembro de 2008
A Poesia Prevalece!
Meu voto foi para o "Segundo Ato" da banda Teatro Magico, essa maravilhosa banda que sem apelar para Mídia, para grandes gravadoras, acessores de imprensa e produtoras, e sempre dando a maior importancia para o público, distribuindo as musicas na internet, vendendo os cds a baixo custo, incentivando a regravação, sempre lado a lado com os fãs.
Duas semanas atrás bandas como Fresno, Jota Guest e NX Zero estavam em vantagem, segundo o juri popular. Mas instantaneamente, após ser divulgada a noticia no site oficial do TM (www.oteatromagico.mus.br), a virada de mesa começou, e em 5 dias sairam de 10% de votos para 55% , 4540557 fãs se uniram dando todo seu apoio à causa, demonstrando assim, toda a força da música independente. E o número vem aumentando! É como Fernando Anitelli sempre repete nesse espetaculo de CD: A POESIA PREVALECE!!!!
Viva a arte e a todos os raros que da luta nao se retiram.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
sábado, 3 de novembro de 2007
Lua, fases da vida
sábado, 6 de outubro de 2007
PoisÉ, Irmão
Mané coitadinha, o quê!
Os problemas que são meus
Os outros não vão entender
Sempre acharão pouco
E me chamarão de louco
Pois sua piedade não quero mais
Dispenso tua pena, irmão
Sabendo que nunca terei compreensão
Só peço um pouco de paz!
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
PoisÉ, não sei...
Como costumam dizer: pensar realmente enlouquece? Neste caso, sou louca, louca por pensar demais no que fiz, no que vivo, no que vou e no que deixo de fazer. Quem pode atestar minha sanidade? Ou seria a minha loucura? Neu eu mesma de todo confio em mim, na consistência do que digo ou deixo de dizer. Como poderia alguém com apenas alguns minutos e de posse de um diploma, diagnosticar minha sanidade ou não? Se eu mesma convivendo comigo durante todos os segundos de minha vida, não sou capaz de fazer o mesmo?
O mundo é meio desconexo, acredita-se em quem mal se viu, só porque tem um diploma; do que em quem poderia realmente te conhecer, por passar horas a fio ao seu lado...
Acabei filosofando demais e não atracando em porto algum, continuo a pensar, até ficar louca, diferente de quase toda a humanidade.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
O relógio de pulso pula de uma mão pra outra e mas na verdade nada muda,
A criança que me pediu dez centavos, é um homem de idade no retrovisor,
A menina debruçando favores toda suja é mãe de filhos que não conhece, tem nervos de açúcar
A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele, e nesse tráfico acelero o que posso acho que não ultrapasso, e quando o faço nem noto,
O farol fecha outras flores e carros surge em meu retrovisor,
Retrovisor é passado de vez em quando do meu lado, nunca é na frente,
Um segundo mais tarde,próximo, seguinte,
É o que passo e muitas vezes ninguém viu, retrovisor nos mostra o que ficou o que partiu, o que agora só ficou em pensamento,
Retrovisor é mesmice em transito lento, retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas, mostra ruas que escolhi, calçadas e avenidas, deixa explicito que se fores para frente, coisas ficam para traz, agente só nunca sabe que coisas são essas.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Poisé, repúdio ao egocentrismo
Que por efêmeros causos querem mandar tudo pelos ares,
Que de tanto chorar e lastimar,
Que de tanto odiar e xingar,
Por que afinal nutrem em si a dor da ferida?
Não sabem fazer mais que desejar vingança e morte?
Não conseguem deixar pequenos destinos a própria sorte?
Parece que no fundo são os que menos tem paz.
Parece que cada um nem é capaz de olhar além do próprio umbigo.
Por que tentam revidar se sabem que não podem comigo?
Não há nada mais útil para fazer?
Não vêem o mundo diante do seu nariz
implorando para alguém o socorrer?
São incapacitados até mesmo assim
estando do fim por um triz?
Não sentem que estamos pra nos fuder?
Andando na rua, por anos sem ver,
são cegos ou o quê?
Pois decreto logo já: abaixo os assuntos banais
Nego aos meus ouvidos captar os zunidos de teus fúteis “ais”
Afinal todos sabem que o calo de cada um dói mais.
Chega então de egoísmos tolos,
Vamos procurar nas palavras belos tesouros,
Para que nossos gritos escritos
Representem enfim verdades maiores
Do que tais infantis males!
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
PoisÉ, humilde
Sei, humilde tu não és
Um humilde é sem falar
Não humilde fala que é!
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
PoisÉ, renovação...
Algumas viagens marcam nossas vidas
Algumas pessoas se tornam tão importantes
que mesmo que centenas de palavras sejam empreendidas
mesmo que todos os detalhes sejam destacados
jamais serão capazes de resumir tais instantes
texto, resenha, cronica ou poema: serão todos frustrados
Momentos únicos são os que subitamente trazem revelações
Nos tiram de nosso mar de duvidas, verdades incertas, inverdades
Entendemos o motivo de tal caminho e certas decisões
Toda a dor se esvai para que encontremos nossa totalidade
Confirmamos que não é por acaso que em meio a multidões
encontramos uma amizade de verdade
A todos que nesse fim de semana conheci...
... me sinto presenteada!
Uma canção a vocês dedicada:
No Meu Coração
"Fazer, falar ou esperar vir de alguém
Algo que se faz compreender
Que amar é se dar pelo outro
Um sentimento ágape envolto
Como águia enxergar mais perto sobre o que é o amor
Quem falou quis bem buscar
Sabe quando não tem com quem falar?
Alguém, alguém me fitou
Num coma dentro da cidade onde o silêncio me faz sofrer
Minha vida me ensinou que há tempo
Que nem tudo, nem todos se perderam
A inocência é boa pra quem sabe amar, sabe entender
Que nem todos chorarão
Preciso de você aqui
Junto de mim, no meu coração
Quem falou quis bem buscar
Sabe quando não tem com quem falar?
Alguém, alguém me fitou
Num coma dentro da cidade onde o silêncio me faz sofrer
Minha vida me ensinou que há tempo
Que nem tudo, nem todos se perderam
A inocência é boa pra quem sabe amar, sabe entender
Que nem todos chorarão"
terça-feira, 25 de setembro de 2007
PoisÉ, kenjutsu!

Japão. Era Feudal. Os Samurais dominavam a nação. Na luta por terras e poder, dentro dos limites em seus castelos, os guerreiros treinavam as artes da guerra, buscando assim, além da conquista, honrarem seu nome e de seu clã. E cada feudo tinha o seu próprio estilo de manejar armas, como a lança, a alabarda, o bastão, mas principalmente a espada , arma tida como a Alma do Samurai. Dados históricos chegam a mencionar 200 estilos diferentes de se manejar a espada . A essa arte se dava o nome de KENJUTSU, a Arte da Espada.
O termo "kenjutsu" aparece pela primeira vez em 1281 d.c., após as tentativas dos mongóis de invadir o Japão. Nesta época os samurais começaram a aprimorar as técnicas da espada, levando o desenvolvimento desta a um nível nunca alcançada por nenhuma outra cultura na história da humanidade.
O Kenjutsu atingiu seu apogeu durante o período Edo. Ironicamente, neste período de 200 anos de paz, as artes da guerra floreceram. Mais do que simples técnicas de combate, o Kenjutsu se tornou um caminho de elevação espiritual. Este objetivo permanece até nossos dias, fruto das influências Zen e confucionístas.
No final do século XIX o Imperador Meiji reestabelece o poder imperial. Os Samurais são abolidos como classe. Mas para preservar as tradições, o Kenjutsu é simplificado. Nasce o Kendo.
Após 7 anos de proibição, fomou-se um comite para a re-elaboração do Kendo , que deveria seguir os moldes dos esportes modernos, como o basquete, basebol ou futebol. A elaboração do Kendo moderno levou 3 anos, e foi apresentado ao governo da ocupação como uma forma de esgrima em que se usava as duas mãos.
Mesmo com estas proibições, os mais importantes estilos tradicionais de kenjutsu sobreviveram, graças aos esforços dos Mestres que fizeram de sua vida uma luta para preservar o verdadeiro espírito do Budo japonês.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
PoisÉ, mar-morto
http://mar-morto.blogspot.com/
algumas tirinhas que peguei de lá...
PoisÉ, a alma é imoral....
Ao seguir as normas impostas, que não aceitemos ser por mera obrigação, como se fossemos um macaco, e tivéssemos de repetir sem questionar o que nos mandam fazer. Valorizo as escolhas conscientes, por sinceridade, e não pelo retrógrado intitulado dever. Cada um que se sabe humano é capacitado a fazer isso, cada um que entende ter uma existência única, e que se compreende como individuo. Se nossos pensamentos forem ignorados, esqueceremos também quem somos e então nossa vida não terá sentido.
Logo, é perceptível que são tais divinos questionamentos, dúvidas, receios e desejos os responsáveis por nos tornar humanos, e somente ao nos darmos conta disso estaremos aptos a experimentar a real liberdade de poder escolher o nomeado certo, não somente por ser moralmente aceito, mas por ser pessoalmente correto, e ainda mais que isso: estaremos prontos para questionar também, e principalmente, quando esse certo será errado, e quando o tal errado será o correto.
Sim, pois esses conceitos não são eternos, e nos é cabida a tarefa de mudá-los. A transgressão e a traição à tradição não são obra do diabo. Muito pelo contrário, são centelhas de esperança rumo a um futuro que desejamos profundamente ser sempre melhor. Afinal quantos certos de hoje já foram o errado de ontem?
Recuso-me a calar diante do que não concordo. Critico através de meus atos, sim. E os convido a criticar também. Critiquem até mesmo a mim. Discordem. Mas que cada Léia, Paulo, Simone e Josiel tenham sua própria e verdadeira voz, múltiplas opiniões. Desejo simplesmente que não sejas fabricado por televisão.
Seja honesto, não comigo, contrigo ou conoutro, mas essencialmente consigo.
Quantas vezes se fazem tantas coisas inúteis, tanto tempo gasto à toa...
1. Pra que três refeições se nem está com fome? 2. Por que ir pra universidade se quer mesmo é se formar nas ruas da cidade? 3. Pra que aprender pronomes se o que gosta é filosofia?
4. Pra que lavar o carro se vai pra roça no outro dia? 5. Pra que arrumar a cama se amanhã vai bagunçar de novo? 6. É necessário lavar os pratos exatamente depois do almoço?
7. Por que só um namorado se podem amar tantos Ricardos? 8. E os que levam chifres por que são tão encucados? 9. Pra que discriminar homem com homem ou mulher com mulher se até um fusquinha pode ser totalflex? 10. Pra que ter uma casa se adora velejar? 11. Por que toda menina um dia tem que casar? 12. Por que a bigamia é crime se na Arábia é o que há?
13. Temos que escolher uma profissão pensando no dinheiro? 14. Mas mesmo que ganhe bem, por que nunca é reconhecida a prima do puteiro? 15. Só posso ficar mais velha no dia do meu aniversário? 16. Por que irmãos não podem fazer um noivado? 17. Então os filhos de Adão e Eva nunca foram casados? 18. E se todos saírem na rua pelados? (o verão seria um barato)
19. E pra que usar terno nos 40 graus do rio de janeiro? 20. Não podem entrar vestidos no chuveiro? 21. Aposto que os judeus entraram calçados no mar vermelho! 22. Mamãe, eu posso ser vagabunda? 23. (ou a senhora vai me dar um chute na _ _ _ _ _?) 24. Por que o vinte e quatro é numero de viado? 100. Por que tenho que seguir a chata ordem decimal? 100000000. Pra que fazer tanto alarde, afinal?
Que fique claro: Se enumero aqui algumas de minhas inutilidades, não é por dever, não é nenhuma obrigação, é porque gosto e quero, porque minha alma se elucida, se embarga e emociona. Talvez desse modo ela melhor funcione, para que eu mais me entenda, ainda que muito te confunda. Não quero continuar a ser chata com você, aliás, nem precisa ler, sem prazer. Vá fazer o que gosta de verdade. Esse é o sentido real para todo o meu alarde. Não traia a sua alma, viva sem medo da tradição, antes que seja tarde.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
PoisÉ, ciúmes pra quê?
Jamais iluda-se!
Saiba que não possui ninguém
No mundo A NÃO SER VOCÊ!
PoisÉ, sou gay
Eu perguntei pra ele: importa?
Ele disse: Não, realmente não...
Eu disse pra ele: sim, eu sou.
Ele disse: fora da minha vida!
Creio que ele se importava.
Meu chefe me perguntou: você é gay?
Eu perguntei pra ele: importa?
ele disse: Não, não me importo.
Eu disse pra ele: sim, sou gay.
Ele disse: Está despedido!!!
Creio que ele se importava.
Meu amigo me perguntou: você é gay?
Eu perguntei pra ele: importa?
ele disse: Não, nada mudará...
Eu disse: sim, sou gay.
Ele disse: Não me considere mais seu amigo!
Creio que ele se importava.
Meu companheiro me perguntou: você me ama?
Eu perguntei pra ele: importa?
ele disse: Não, não importa...
eu disse pra ele: sim, te amo.
Ele disse: Deixa-me te abraçar.
Pela primeira vez na minha vida, algo importava.
Deus me perguntou: você se aceita?
Eu perguntei pra Ele: importa?
Ele disse: sim...
Eu disse pra Ele: Como posso me aceitar, se sou gay?
Ele disse: Porque é assim que eu te fiz, desde então, somento isso me importa.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
PoisÉ, Mario Quintana
“O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso”
“Eles passarão, eu passarinho”
“O destino é o acaso, com mania de grandeza”
“Uma amizade que acaba, na realidade nunca existiu!”
- Mario Quintana -
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