“O meu Destino disse-me a chorar:´
Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás-de encontrar.´
Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfilando ...
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando ...
Mesmo a um velho eu perguntei:
“Velhinho,Viste o Amor acaso em teu caminho?”
E o velho estremeceu ... olhou ... e riu ...
Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados ...
E eu paro a murmurar:
“Ninguém o viu! ...”
Florbela Espanca
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Depois de Tudo
" Mas tudo passou tão depressa.
Não consigo dormir agora.
Nunca o silêncio gritou tanto
nas ruas de minha memória.
Como agarrar líquido o tempo
que pelos vãos dedos flui?
Meu coração é hoje um pássaro
pousado na árvore que eu fui."
Mario Quintana
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"Chuva ... tenho tristeza! Mas porquê?!
Vento ... tenho saudades! Mas de quê?!
Ó neve que destino triste o nosso!
Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!
Gritem ao mundo inteiro esta amargura,
Digam isto que sinto que eu não posso!! ..."
Florbela ao quadrado
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