Buscando um equilíbrio, na balança do caminho da vida, peso as tradições e as traições. Indago então, por que muitas vezes sofremos e traímos a nós mesmos, para seguir a risca os conceitos de moral, e da tradição social?
Ao seguir as normas impostas, que não aceitemos ser por mera obrigação, como se fossemos um macaco, e tivéssemos de repetir sem questionar o que nos mandam fazer. Valorizo as escolhas conscientes, por sinceridade, e não pelo retrógrado intitulado dever. Cada um que se sabe humano é capacitado a fazer isso, cada um que entende ter uma existência única, e que se compreende como individuo. Se nossos pensamentos forem ignorados, esqueceremos também quem somos e então nossa vida não terá sentido.
Logo, é perceptível que são tais divinos questionamentos, dúvidas, receios e desejos os responsáveis por nos tornar humanos, e somente ao nos darmos conta disso estaremos aptos a experimentar a real liberdade de poder escolher o nomeado certo, não somente por ser moralmente aceito, mas por ser pessoalmente correto, e ainda mais que isso: estaremos prontos para questionar também, e principalmente, quando esse certo será errado, e quando o tal errado será o correto.
Sim, pois esses conceitos não são eternos, e nos é cabida a tarefa de mudá-los. A transgressão e a traição à tradição não são obra do diabo. Muito pelo contrário, são centelhas de esperança rumo a um futuro que desejamos profundamente ser sempre melhor. Afinal quantos certos de hoje já foram o errado de ontem?
Recuso-me a calar diante do que não concordo. Critico através de meus atos, sim. E os convido a criticar também. Critiquem até mesmo a mim. Discordem. Mas que cada Léia, Paulo, Simone e Josiel tenham sua própria e verdadeira voz, múltiplas opiniões. Desejo simplesmente que não sejas fabricado por televisão.
Seja honesto, não comigo, contrigo ou conoutro, mas essencialmente consigo.
Quantas vezes se fazem tantas coisas inúteis, tanto tempo gasto à toa...
1. Pra que três refeições se nem está com fome? 2. Por que ir pra universidade se quer mesmo é se formar nas ruas da cidade? 3. Pra que aprender pronomes se o que gosta é filosofia?
4. Pra que lavar o carro se vai pra roça no outro dia? 5. Pra que arrumar a cama se amanhã vai bagunçar de novo? 6. É necessário lavar os pratos exatamente depois do almoço?
7. Por que só um namorado se podem amar tantos Ricardos? 8. E os que levam chifres por que são tão encucados? 9. Pra que discriminar homem com homem ou mulher com mulher se até um fusquinha pode ser totalflex? 10. Pra que ter uma casa se adora velejar? 11. Por que toda menina um dia tem que casar? 12. Por que a bigamia é crime se na Arábia é o que há?
13. Temos que escolher uma profissão pensando no dinheiro? 14. Mas mesmo que ganhe bem, por que nunca é reconhecida a prima do puteiro? 15. Só posso ficar mais velha no dia do meu aniversário? 16. Por que irmãos não podem fazer um noivado? 17. Então os filhos de Adão e Eva nunca foram casados? 18. E se todos saírem na rua pelados? (o verão seria um barato)
19. E pra que usar terno nos 40 graus do rio de janeiro? 20. Não podem entrar vestidos no chuveiro? 21. Aposto que os judeus entraram calçados no mar vermelho! 22. Mamãe, eu posso ser vagabunda? 23. (ou a senhora vai me dar um chute na _ _ _ _ _?) 24. Por que o vinte e quatro é numero de viado? 100. Por que tenho que seguir a chata ordem decimal? 100000000. Pra que fazer tanto alarde, afinal?
Que fique claro: Se enumero aqui algumas de minhas inutilidades, não é por dever, não é nenhuma obrigação, é porque gosto e quero, porque minha alma se elucida, se embarga e emociona. Talvez desse modo ela melhor funcione, para que eu mais me entenda, ainda que muito te confunda. Não quero continuar a ser chata com você, aliás, nem precisa ler, sem prazer. Vá fazer o que gosta de verdade. Esse é o sentido real para todo o meu alarde. Não traia a sua alma, viva sem medo da tradição, antes que seja tarde.
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2 comentários:
Apoisando a Saori:
Sejamos então a favor da poligamia, sem as limitações hipócritas da sociedade e seus superficiais conceitos moralistas. Que acima de tudo possamos ser capazes de encararmos a nós mesmos e ter a coragem de realizar os anseios da nossa alma, antes que seja demasiadamente tarde e só nos reste como expressão a nossa solitária lápide. Aliás a pior solidão, não é um túmulo, ou a falta de amigos, é desencontrar-se de si. É perder-se da própria alma.
Vim aqui graças ao comentário que saori deixou em meu blog.
Estão de parabéns todos vocês.
Espero que seu blog prospere, é novo mas já tem tudo para dar certo.
Aliás, ele assemalha-se ao meu blog, ambos odeiam a hipocrisia, criticam essa sociedade suja em que vivemos.
Mas fazermos o quê: esse é o preço que pagamas para viver em sociedade, a restrição, a hipocrisia; viver em sociedade é isso. Limitar a própria liberdade.
É difícil achar um limiar entre a própria liberdade e a liberdade alheia, é isso que gera tantos conflitos; os seres humanos estão muito prematuros ainda, e acho que nunca estarão maduros o suficiente para viver em uma sociedade coletiva.
As religiões, as posses, os estados, as culturas; tudo isso separa, divide as pessoas e gera conflito. Mas infelizmente não há nada que possamos fazer, a não ser exprimir nossa opinião e sonhar por um mundo melhor e mais evoluido.
Juventude é isso, sonha e lutar. Espero nunca perder esse meu sentimento.
Bom, como já disse, espero que dê tudo erto para vocês. Nunca percam esse sentimento de revolta, pois é tud que temos contra a sociedade.
Abraços a todos.
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